sexta-feira, março 23, 2007

porno-facismo: a pornografia como educação para a guerra

***CENAS CHOCANTES***


Fotos dos abusos estadunidenses no iraque, primeiras exposições são fotos de estupros. Clique aqui para ver.


conversa minha no msn:





y diz:
aquele link que você passou dos soldados estuprando as iraquianas
tiraram fotos... eles não estavam estuprando ali entre eles
mas para a câmera
na relação eu estou com o cara ou com uma câmera na minha cabeça


x diz:
sei
é o modelo da pornografia

y diz:
mas o q quero dizer é que tipo há sempre um terceiro participante


x diz:
no capitalismo você vira expectador das suas fantasias (se eh q aquilo pode ser chamado de fantasia)

y diz:
um olho aí

x diz:
é o terceiro significa
a coisa
o outro ...nesse caso nem pra chamar de outro
como conseguiu olhar aquelas fotos? aquilo me faz um mal psicológico...

y diz:
acho tão mecânico
claro q não para a mulher q estava ali


x diz:
a pornografia esvaziou
sim mas pro cara
nesse sistema subsiste se a coisa for tornada autômata
tipo os caras matando os bichos
nos abatedouros
os soldados na guerra
pra mim eh a mesma coisa, educam-nos pra guerra e começa pelo paladar, como a capa do album meat is murder do smiths, um soldado com o capacete escrito meat is murder.

y diz:


eu iria ficar muito mais perturbado se eles fizessem aquilo sem ser para a câmera, sabe?
ia ser real aí

x diz:
de fato, uma virtualização das vidas e das ações
e das pessoas e principalmente do outro
das relações


................................................................................................................


''Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,

trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...''


''Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto


Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intencão e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa''

(chico buarque)
...................................................................................................................................................................
Mas pra mim o mais curioso é que qualquer semelhança com a pornografia não é mera coincidência.

E ainda tem quem fale que pornografia não estimula o ódio contra a mulher, sua utilitaridade física, seu esvaziamento de significação, a legitimação da necessidade do estupro pelos homens [porque eles são uns animais famintos, é isso que a pornografia quer fazer pensar], a levianização do uso sexual de uma pessoa [se o cara usa uma impressão gráfica de uma mulher que foi usada na frente de uma lente, porque não usaria um modelo real?? aliás esse modelo real vira virtual, porque educados na virtualidade do outro, os homens não sabem mais ter empatia e perceber que o outro não é uma coisa, mas uma pessoa, nem tem referenciais de realidade e principalmente: a pornografia vem a ser a educação sexual que o garoto leva e referencial de sexualidade], a esvaziação do ato sexual em si, a instauração do império falocrático da relação monológica e unilateral, segura.

O capitalismo só sobrevive graças a estrategia da alienação dos individuos, de sua separação no processo produtivo. Dividir para dominar. Estamos alienados dos processos totais de produção. Chega um bife na sua mesa como se fosse algo abstrato, não se sabe de onde veio. A guerra fica distante. Fica nos campos, na periferia, nos terceiros mundos, no iraque, na sala de produção de filmes pornográficos, nas fábricas, no silêncio da História.


Logo o Capitalismo só subsiste se as pessoas NÃO se relacionarem. As relações humanas estão cada vez mais virtualizadas, cada vez mais pausterizadas, nossas sensibilidades estão cada vez mais brutalizadas, e nossa acuidade crítica restringida. Cada vez mais voltados para o nosso núcleo individualizante produtivo, células
isoladas de uma grande máquina de morte.

A guerra só vem se tornando possivel graças a um treinamento militar fascista que TODOS sem exceção recebemos. Cada vez mais os campos de batalha são ascépticos, o soldado é um profissional num tanque de guerra, olhando pelo visor, o cenário mais lembra um video game.

O piloto do caça, olhando as figuras pequenas lá embaixo, depois vemdo uma grande explosão, aquilo não chega a sua percepção. Aquilo não é real. Parece uma cena de filme holiwoodiano, parece um game de guerra. Só ele é pessoa. Só estadunidenses brancos são pessoas.

Animais não são pessoas.
Eu não tenho nada haver com isso.
Esse é meu dever.

Eu como a carne, como se isso não tivesse nada haver comigo. É o que tá aí. É o que é normal. A guerra é normal. Matar é normal. Estuprar eh normal. Pornografia é normal. Não sómente são normais, como tb é bom. É conveniente. Omissão.

O ser humano se torna abstrato, o que é sólido desmancha no ar, nada mais é real. Tudo é entretenimento. Pornografia é entretenimento. Estupro é entreternimento. Estupro é profissão. Estupro é guerra. Guerra é entretenimento, é estética, estupro é tática militar, pornografia é tática militar.


Estupro para me afirmar. Os homens temem a vagina, que lembra a ameaça castradora de reengolfamento da vagina de sua mãe. Homens se fazem homens com a rotina da penetração compulsiva, porque precisam estar sempre enfrentando aquilo que os amedontra e que pode retirá-los de seu estatus de macho. Toda vez que entra seu penis na vagina, e termina o trabalho, ele sai vitorioso. Mais uma batalha ganha. Fecha os olhos e estupra. A rotina da casa dos homens, a ritualização em memória a iniciação na casa dos homens, onde enfrentam o medo e são afastados da mãe, pra poderem se tornam homem.

Os homens são afastados de TODAS as mulheres num ritual existente na sociedade toda, afastados com frequencia. Afastados do real. Pra poderem se insensibilizar e poder matar. Matar eh a forma como afirmam-se a forma como afastam o medo. O medo que os torna força de trabalho [de guerra] improdutiva. Afastados, distanciados em sensibilidade ao outro. O outro se torna um em-si objetal, algo que não responde, inanimado. A unica existência que existe é a minha, imponente, sem outras existências que me ameace. A segurança do egocentrismo.

O mundo tornado assim, no processo de alienação que separa todo mundo de tudo e até de si mesmos, estuprar se torna mecanico e normativo. É tão simples, tão rotineiro, qto se masturbar. A dor do outro é apagada, ignora-se. Ignoro o que está por trás do bife no meu prato, pois preciso comer, e as coisas são assim. Ignoro a criança jogada na rua, as crianças se prostituindo, a guerra no terceiro mundo, a fome de milhões.

Ignoro pra sobreviver. Insensibilizo-me pra subsistir.
Insensibiliza-se pra que esse sistema subsista.
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Em 25 de abril, é o dia de nos lembrarmos das mulheres violentadas em todas as guerras

A maneira convencional de "lembrar-se" de alguém ou de algo seria fazer um momento de silêncio, mas, em vez disso, optamos por falar abertamente sobre o assunto. Nos recusamos a ser silenciadas.

Pelas mulheres violentadas na mitologia, nas lendas e na literatura - as vítimas dos heróis estupradores da cultura ocidental: Zeus, os Cavaleiros da Távola Redonda, Jack o estripador, etc. ad nauseum; Pelas dezenas de milhares de mulheres violentadas pelas forças japonesas em Nanking, China 1937; Pelas mulheres judias violentadas pelos facistas; Pelas centenas de milhares de mulheres violentadas quando as forças aliadas "libertaram" Berlim; Pelas centenas de milhares de mulheres bengali violentadas durante a guerra de "independência" do Paquistão; Pelas mulheres violentadas pelas tropas Norte-americanas na Coréia e no Vietnã. Pela menina de 12 anos violentada pelos soldados norte-americanos em Okinawa, Japão; Pelas mulheres violentadas durante o genocídio de 1994 em Ruanda e que agora estão morrendo de Aids; Pelas dezenas de milhares de mulheres violentadas na Bósnia-Herzegovina, onde “campos de esturpo” aprisionavam quase 3 mil mulheres de cada vez como parte da campanha de limpeza étnica; Pelas mulheres violentadas em todas as guerras; Pelas mulheres violentadas durante os tempos de “paz”; Pelas mulheres que não puderam, não poderão e não podem contar suas histórias.

Denunciamos a ira, a violência e a dominação sobre cada mulher. Denunciamos as forças do patriarcado que usam o corpo das mulheres como campos de batalha do poder e da destruição. Não somos “homentropas”.
O estupro não é revolucionário – é a mais antiga tática do patriarcado.

Não é uma “ideologia vitimista” que nos faz parar para honrar as mulheres neste dia. Somos mulheres fortes, e mulheres fortes sorriem, mulheres fortes choram, mulheres fortes gritam, mulheres fortes sussurram, mulheres fortes se entregam, mulheres fortes sobrevivem, mulheres fortes morrem.

O General Patton afirmou o seguinte em suas memórias: “Então eu disse a eles que, em vez de meus esforços mais diligentes, deveria haver inquestionavelmente alguns estupros”. Conforme escreveu Susan Brownmiller em Against Our Will (Contra Nossa Vontade), é engraçado a atitude de um homem em relação ao estupro na guerra. Ele estupra porque a mulher é em si um inimigo do que ele deseja humilhar e aniquilar. Ele estupra porque a aquisição do corpo feminino significa um pedaço do território conquistado. Ele estupra para descontar em alguém a humilhação que sofreu. Ele estupra para se livrar dos seus medos. Ele estupra porque isso é apenas “se divertir” com os amigos. Ele estupra porque a guerra [revolução?], um negócio dos homens, despertou sua agressividade e ele a direciona àqueles que desempenham um papel de subordinação no mundo da guerra [revolução?].

Esta guerra não é “nossa”. Recusamos a “revolução” de nossos “irmãos”!


Assim como as mulheres não consentem com a violação de seu corpo, não consentimos com a penetração deles em nosso movimento.

Temos o direito de fazer valer nossos direitos ousadamente como feministas militantes na luta pela libertação de todas as formas de dominação e exploração. Em todo o globo e mesmo aqui, exigimos que a opressão da mulher esteja na linha de frente da agenda revolucionária. Pois não é algo extremado proclamar que tem havido uma guerra travada contra nós através dos séculos, que nos afetou das mais grotescas formas. Da caça (genocida) às bruxas ao Afeganistão atual, esta tem sido uma guerra e o alvo é o feminino como um todo.
As condições em que os ecossistemas e as culturas primitivas estão sendo destruídos no passado e no presente, a destruição das comunidades lideradas por mulheres como na Europa, a esterilização forçada de mulheres de cor na América, o estupro na Bósnia e as mulheres que são apederjadas até a morte (entre outras muitas outras formas de tortura) em arenas públicas no Afeganistão deixam muito claro o que já aconteceu e que a guerra entre nós irá continuar.

Conforme mais e mais pessoas se tornam cada vez mais militantes em sua resistência a fatos como o Capitalismo Global e o “Livre Comércio”, os vários governos e militares se tornarão cada vez mais repressivos (como já podemos notar). E com o aumento progressivo de táticas de ambos os lados, chega até nós a possibilidade de guerra. À medida que se iniciam os confrontos, mais pessoas estarão sujeitas ao aumento da gravidade das torturas e dos maus-tratos, geradores de enormes traumas e desordens de estresse pós-traumática. Atualmente não temos o conhecimento ou as habilidades necessárias para lidar com as sobreviventes do estupro e da guerra, considerando especialmente que, agora, o estupro e o abuso contra mulheres não são vistos como edêmicos e importantes o suficiente para lutar contra os homens à nossa volta.

Se não lutarmos contra a totalidade do paradigma masculino dominante, isto é, do micro para o macro, estaremos lutando meramente por uma futilidade. Exigimos que nossa realidade coletiva como mulheres não seja mais posta de lado como um obstáculo irrelevante para a Revolução. Exigimos que nossas experiências sejam vistas como a sabedoria necessária para uma revolução verdadeira e utilizável.

Em 25 de abril, é o dia de nos lembrarmos das mulheres violentadas em todas as guerras. 364 dias são muito pouco por ano...

Estes escritos são dedicados à todas as mulheres do mundo e particularmente às mulheres de Chiapas...Anarquistas ou não.

(tradução: Danielle Sales
retirado do fanzine CLÃDESTINO n.32 – ano 03 – julho 2002)
guerra contra as mulheres é uma guerra REAL

Nós temos que fazer isso parar de acontecer. Porque,de outra forma, nós aceitamos que a nossa condição é uma em que o estupro é normal. Brutalidade em torno da mulher é normal. E a questão é: como regular isso? Como faremos para reduzir isso? Talvez elas possam ir em mais jogos de hockey do que nós vamos agora. Você sabe outras saídas, distrações.

Eu estou aqui para dizer que a guerra contra as mulheres é uma guerra REAL. Ela é REAL. Não há nada de abstrato sonre isso. Não é ideológico, apesar disso incluir ideologia. E as pessoas lutam no campo das idéias, sim. Mas essa é uma guerra em que as garras estão na sua face. E isso é real. E isso é verdade. E liberdade significa que isso não acontece. Você veja, nós andamos por aí dizendo que isso não aconteceu hoje ou que isso ainda não aconteceu. Eu venho tendo certo há três meses. Ou, ah, eu achei uma boa agora. Uma muito boa: ele não me agride tanto assim. Ele pode me insultar, mas ele não me agride. E isso pode ser verdade e pode não ser. Mas a gente tem que descobrir isso logo e fazer os homens pararem de agredir as mulheres. Sobre quaisquer circunstâncias.

(Terror, Torture and Resistance - Andrea Dworkin)

1 comentário:

Anónimo disse...

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