domingo, abril 08, 2007

Nísia Floresta

"Que personagens singulares! (...) Exigir uma servidão a que eles mesmos não têm coragem de se submeter, (...) e querer que lhe sirvamos de ludibrio, nós, a quem eles são obrigados a fazer a corte e atrair em seus laços com as submissões as mais humilhantes.” Em “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, 1832.


“Flutuando como barco sem rumo ao sabor do vento neste mar borrascoso que se chama mundo, a mulher foi até aqui conduzida segundo o egoísmo, o interesse pessoal, predominante nos homens de todas as nações.” Em “Passeio ao Jardim de Luxemburgo”, 1857.


“A escravidão (...) foi sancionada pelos mesmos homens, que tudo haviam sabido sacrificar para libertar-se do jugo de seus opressores, e assumirem a categoria de nação livre! Eles, que acabavam de conquistar a liberdade, não coravam de rodear-se de escravos!”Em “Páginas de uma Vida Obscura”, 1855.


“Certamente Deus criou as mulheres para um melhor fim, que para trabalhar em vão toda sua vida.”Em “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, 1832.


“As dores morais do negro passam despercebidas nas habitações do branco.” Em “Páginas de uma Vida Obscura”, 1855.


“Todos os brasileiros, qualquer que tenha sido o lugar de seu nascimento, têm iguais direitos à fruição dos bens distribuídos pelo seu governo, assim como à consideração e ao interesse de seus concidadãos.” Em “Opúsculo Humanitário”, 1853.


“Nosso olhar estava preso ao horizonte; (...) e o pensamento (...) estabelecia entre o Brasil e Heidelberg uma comunicação de idéias, de amor e de esperanças que emprestavam encanto a todas as belezas melancólicas ou luminosas que nos tocavam (...)” Em “Itinerário de uma Viagem à Alemanha”, 1857.


“Se este sexo altivo quer fazer-nos acreditar que tem sobre nós um direito natural de superioridade, por que não nos prova o privilégio, que para isso recebeu da Natureza, servindo-se de sua razão para se convencerem?”Em “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, 1832.


“Ei-lo este filho predileto da natureza, este Éden do presente (...) Ei-lo assentado entre diamantes e ouro, (...) e recebendo a homenagem do Atlântico, que vai deitar a seus pés o engenho de muitos e variados povos, em troca de suas raras e preciosas produções, e de sua liberalidade.” Em “O Brasil”, 1859.


“A esperança de que, nas gerações futuras do Brasil, ela [a mulher] assumirá a posição que lhe compete nos pode somente consolar de sua sorte presente.”Em “Opúsculo Humanitário”, 1853.

“Se cada homem (...) fosse obrigado a declarar o que sente a respeito de nosso sexo, encontraríamos todos de acordo em dizer que nós nascemos para seu uso, (...) reger uma casa, servir, obedecer e aprazer aos nossos amos, isto é, a eles homens.” Em “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, 1832.

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