quinta-feira, junho 28, 2007

MACHOS

"Homens são estupradores, violentadores, espoliadores, assassinos; esses mesmos homens são profetas religiosos, poetas, heróis, figuras de romance, aventura, performances, figuras enobrecidas pela tragédia e pelo fracasso. Homens vem aclamando a Terra, chamando-a por 'Ela'. Homens arruinaram 'Ela'. Homens têm aeronaves, armas, bombas, gases venenosos, nous gases, belicosidade tão perversa e mortífera que eles desafiam qualquer imaginação humana. Homens batalham entre si e Ela ; mulheres batalham para serem admitidas na categoria 'humano' na imaginação e na realidade." Dworkin

Toda dominação pessoal, psicológica, social e institucionalizada nessa terra pode ser remetida a uma mesma fonte original: as identidades fálicas dos homens.
(...)
Apenas quando a masculinidade estiver morta - o que vai perecer quando a feminilidade expropriada não mais sustentar isso - somente então nós saberemos o que é liberdade.
(...)
Sexismo é a fundação onde toda tirania é construída. Toda forma social de hierarquia e abuso é moldada tendo como ponto de partida a dominação macho-fêmea.
(Andrea Dworkin)

QUEM DECLARA AS GUERRAS?
QUEM FAZ OS CHURRASCOS?
QUEM LOUVA A VIOLÊNCIA?
QUEM COMPRA AS ARMAS?
QUEM ASSASSINA E DESTRÓI?
QUEM INVENTOU O IMPERIALISMO?
QUEM MAIS COMETE CRIMES HEDIONDOS?
QUEM DEIXOU O MUNDO ASSIM?
QUEM GOVERNA O MUNDO?

"Eu detesto o ponto de vista masculinista. Estou entendiada do seu heroísmo, virtude e honra. Eu acho que o melhor que esses homens podem fazer é não falar mais deles mesmos." V. Woolf

segunda-feira, junho 18, 2007

domingo, junho 17, 2007

Você se masturba? Vamos falar um pouco sobre isso?

Sabemos que nós mulheres sofremos de uma violência patriarcal que se faz principalmente pela invisibilização. Seja na história, na linguagem, na consciencia política, do corpo, da sexualidade...

A invisibilização é uma arma fundamental e estrategia eficiente para dominar a mulher, fazendo com que não nos vejamos na história, por exemplo, que faz com que não tenhamos consciencia de nossa luta e resistencia. A linguagem omite a mulher, como se ela fosse um detalhe irrelevante do mundo. O parametro é o homem. E sabemos que ele não representa em nada as nossas experiencias individuais e coletivas como mulheres...

A invisibilização atinge em cheio as lésbicas, atentado maior contra o sistema Patriarcal, por propor um mundo sem o masculino e independente. Frente a isso o Patriarcado invisibiliza as lésbicas: não, elas não existem, um outro mundo não é possivel, esta tudo sobre controle.

Para mostrar a orientação heterossexual como hegemonica, constrói-se um falso status quo heteronormativo porque quem não o é obriga-se a esconder sua orientação, ser discreto para não provocar violência e repulsa social, e os heteros em coletividade espontânea praticam um beijaço cotidiano compulsório pra provar que são heteros e aterrorizar quem seguir o diferente, homens e mulheres tem que se evstir de acordo com as determinações de gênero pra que se invisibilize a sua oposição à esses ditames de gênero. E assim, as revoluções são invisibilizadas, pra que não se tornem epidemias.

E por fim, vemos o desejo da mulher sendo invisibilizado. O corpo da mulher é ocultado de si mesma. Falam eles que mulher não tem desejo sexual, que não gosta tanto assim de sexo, que não se masturba e não aprecia o corpo masculino no caso das bi e heteros.

Querem que pensemos...

Mulheres não se masturbam, então e natural que vc não o faça, é natural a frigidez.

É?

O fato é que escondem tão bem de nós, que sequer muitasa descobrem como faz. Os meninos tem sua iniciação nos rituais coletivos de masturbação, os pais lhes dão revstas, pra treiná-los pra macheza.

A verdade é que as mulheres morrem de vergonha de falar disso. Não dividem isso entre as amigas, como os homens fazem, se ajudando inclusive nisso, compartilhando material, naquele seu molde utilitarista de sexualidade.

Meninas não declaram fazê-lo. Tanto que muitas tem tanta vergonha, mas tanta, que escondem até de si seu corpo, morrem de vergonha dele. O Patriarcado as aliena de seu próprio corpo, o prazer se torna algo alienígena, o seu corpo se mostra uma ameaça...Uma burca psíquica.

Por isso, está na hora de visibilizarmos a nossa masturbação

nossos desejos, fantasias, métodos e idéias!
Está na hora de termos uma solidariedade no desejo, dividindo o saber corporal com nossas irmãs. A masturbação pode ser uma forma de empoderamento feminino muito grande!! Não pensem que precisam de um homem para se ´tornarem mulher´, como falam em relação ao ato sexual. Não pensem que precisam de um pênis pra se satisfazerem plenamente!

Convido a falarem aqui, comecem por falar anonimamente, mas vamos falar!

Eu devo me masturbar umas 3 vezes por semana na média. Tem semanas que não o faço, tem vezes que dá umas duas vezes ao dia até. Na puberdade era todo dia! Afinal é uma fase bem tarada.

Em geral estimulo o clitóris, mas sou muito vaginal! Na puberdade eu só me masturbava penetrando a vagina com os dedos. Quando comecei a estimular mais o clitóris, passei a fazer só por aí, pela praticidade...uma pena...eu parei também por causa desses papos de que vagina é vulneravel e pode pegar doença, tem que lavar antes de penetrar, blablabla. Que besteira!

As vezes curto usar objetos, e acho legal masturbar ao mesmo tempo o clitóris e penetrar a vagina. Já usei até banana e desodorante rollon! (fechado claro)

Costumo fazer isso na cama...antigamente eu gostava de fazer no chuveiro, mas gasta água...Na banheira já fiz bastante também. E com a hidromassagem. Mas na cama é o lugar mais frequente, antes de dormir para pegar no sono.

O ânus é uma área muito erógena gente, é legal quando estiverem se estimulando, tocar ele suavemente, é bem legal! Se você tem namorado ou namorada, igualmente ele/ela pode gostar muito ser tocada/o nesse lugar.

E quem não sabe eu ensino, é só perguntar...podemos dividir dicas aqui, vai ser legal.

Vamos tomar nossos corpos para nós! São nosso direito, nosso deleite, nossa existencia, nossa vida, nosso orgulho e nossa dimensão de subjetividade.

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(masturbação feminina: sites, manuais, informações:



http://danae.tv/menarquia/

http://masturbacao.feminina.vilabol.uol.com.br/index.html

http://www.masturbacaofeminina.hpg.ig.com.br/

http://sugadelas.blog.pt/Manual+da+masturba%C3%A7%C3%A3o+FEMININA./


num desses tem um teste que eles falam pra você fazer, mas não faça que achei ele meio estranho, então nem entregue seus dados ao site não)

alguns materiais











clicando neles tem
o tamanho ampliado.

Gênero, um conceito reacionário?

"O argumento final aqui desenvolvido em favor das idéias até agora defendidas girará em torno da recusa do uso exclusivo do conceito de gênero. Por que este conceito teve ampla, pro­funda e rápida penetração não apenas no pensamento acadê­mico, mas também no das(os) militantes feministas e, ainda, em organismos internacionais? Efetivamente, o Banco Mun­dial só concede verbas a projetos que apresentem recorte de gênero. Residiria a resposta tão-somente na necessidade per­cebida de alterar as relações sociais desiguais entre homens e mulheres? Mas o conceito de patriarcado já não revelava este fenômeno, muito antes de o conceito de gênero ser cunhado? Não estaria a rápida difusão deste conceito vinculada ao fato de ele ser infinitamente mais palatável que o de patriarcado e, por conseguinte, poder ser considerado neutro? Estas pergun­tas apontam para uma resposta: o conceito de gênero, ao con­trário do que afirmaram muitas(os), é mais ideológico do que o de patriarcado. Neutro, não existe nada em sociedade. (...) O patriarcado refere-se a milênios da história mais próxima, nos quais se implantou uma hierarquia entre homens e mulheres, com primazia masculina. Tratar esta realidade em termos exclusivamente do conceito de gênero distrai a atenção do poder do patriarca, em especial como homem/marido, "neutralizando" a exploração-dominação masculina. Neste sentido, e contrariamente ao que afirma a maioria das( os) teóricas(os), o conceito de gênero carrega uma dose apreciável de ideologia. E qual é esta ideologia? Exatamente a patriarcal, forjada especialmente para dar cobertura a uma estrutura de poder que situa as mulheres muito abaixo dos homen sem todas as áreas da convivência humana. É a esta estrutura de poder, e não apenas à ideologia que a acoberta, que o conceito de patriarcado diz respeito. Desta sorte, trata-se de conceito crescentemente preciso, que prescinde das numerosas confusões de que tem sido alvo."
A máquina do patriarcado


(...) Certamente, todas as feministas que diagnosticaram a dominação patriarcal nas sociedades contemporâneas sabiam, não que os conceitos genéticos de Weber são intransferíveis, mas que já não se tratava de comunidades nas quais o poder político estivesse organizado independentemente do Estado. Por que, então, não usar a expressão dominação masculina, como o tem feito Bourdieu, ou falocracia ou, ainda, androcentrismo, falo-logo-centrismo? Provavelmente, por numerosas razões, entre as quais cabe mencionar: este conceito reformulado de patriarcado exprime, de uma só vez, o que é expresso nos termos logo acima sugeridos, além de trazer estampada de forma muito clara a força da instituição, ou seja, de uma máquina bem azeitada, que opera sem cessar e, abrindo mão de muito rigor, quase automaticamente(...) (...)Tão-somente recorrendo ao bom senso, presume-se que nenhum(a) estudioso(a) sério(a) consideraria igual o patriarcado reinante na Atenas clássica ou na Roma antiga ao que vige nas sociedades urbano-industriais do Ocidente. Mesmo tomando só o momento atual, o poder de fogo do patriarcado vigente entre os povos africanos e/ou muçulmanos é extremamente grande no que tange à subordinação das mulheres aos homens. Observam-se, por conseguinte, diferenças de grau no domínio exercido por homens sobre mulheres. A natureza do fenômeno, entretanto, é a mesma. Apresenta a legitimidade que lhe atribui sua naturalização (..) nomear envolve tornar visível o que era invisível, definir como inaceitável o que era aceitável e insistir que o que era naturalizado é problemático" (1997). Subseqüentemente, o processo de teorização expressou a necessidade de se elaborar referenciais explicativos para a opressão feminina. Por fim, e como decorrência desse processo, a própria ciência ocidental, e seus pressupostos de racionalidade, objetividade e imparcialidade, foram postas em causa: as mulheres assumem-se enquanto sujeitos de conhecimento e enquanto sujeitos políticos que lutam para transformar uma situação de opressão/subordinação. Saffioti - Gênero, Patriarcado e Violência Conceituando Gênero e Patriarcado Feministas e intelectuais que discutem as questões relativas às relações entre homens e mulheres em qualquer esfera da vida social, deparam-se com o problema de usar o conceito de gênero ou o de patriarcado, ou ainda, concomitantemente, gênero e patriarcado. O objetivo deste artigo é apresentar, de forma superficial, algumas discussões e implicações do uso desses termos na literatura feminista, defendendo o uso simultâneo de gênero e patriarcado como o mais adequado para explicar as relações entre homens e mulheres na atualidade.

(CONCEITUANDO GÊNERO E PATRIARCADO, Terezinha Richartz)


Psychological patriarchy is the dynamic between those qualities deemed "masculine" and "feminine" in which half of our human­ traits are exalted while the other half is deval­ued. Both men and women participate in this tortured value system. Psychological patriarchy is a "dance of contempt," a perverse form of con­nection that replaces true intimacy with com­plex, covert layers of dominance and submission, collusion and manipulation. It is the unac­knowledged paradigm of relationships that has suffused Western civilization generation after generation, deforming both sexes, and destroy­ing the passionate bond between them."


(Terrence Real, cit. Understanding Patriarchy by bell hooks)


Quem é responsavel por nós?
"Eu tenho essa impressão de que a ideologia do genero em geral existe para relocar o onus da responsabilidade em cima da pessoa. É a resposta natural ao absolutismo faça-voce-mesm* individualesco que designa o meu campo pessoal como espetaculo, nos desprendendo de qualquer contexto social.

ELES FUNCIONAM NA TENTIVA DE NOS DESESTABILIZAR PARA IMPOR O FREE MARKET DELES. LANÇAM UMA CRISE DE CONFIÂNCIA, NOS OBRIGAM à DUVIDA, DIZEM QUE TUDO É MENSAGEM, SOMOS UM ESPETACULO, NAO SOMOS HUMANOS.
AI NOS DIVIDEM EM PEDACINHOS PARA NOS DEVORAR JUNTO COM QUALQUER SENSO DE REALIDADE QUE RESTOU. PARA Q NAO PRESTEMOS ATENCAO A TUDO QUE ACONTECE EM NOSSA VOLTA


Gênero não é performance, é oportunidade
é estrategia."
(fernando)

MANIFESTO ANTI-GENERISTA

ESTUDOS DE GÊNERO: parece nome de doença. Falam GÊNERO pra não falar FEMINISTA, porque feminismo virou palavrão. Falam gênero pra ocultar o Patriarcado, já que falar em Patriarcado virou demodê , é ingênuo sonhar com revolução e o que tá em voga é estudos pós modernos e Fucô. Querem inocentar a supremacia masculina pelos seus crimes. E alegam demagogicamente que tudo é complexo, que a realidade é multipla, párem de culpar o Patriarcado, porno é libertário, a história já acabou, só nos resta a masturbarção mental e discutir o gênero dos anjos. Quantos artigos já escreveu? Quais as referencias desse livro? Vc já leu não sei o que? Então você não tem direito à voz. Essa prolixidade enfadonha, mímica da forma do discurso dos homem falando o óbvio que toda feminista já sabia faz tempo: que gênero não é natural, Oh, não sabia. Obrigado por me dizer isso Em sua língua estranha. Como se bastasse saber disso pra poder mudar esse sistema socio-econômico-político que é o PATRIARCADO-RACISMO-CAPITALISMO. Abaixo o generismo! Abaixo o academicício demente que vota o movimento à imanência politicamente domesticada. A REVOLUÇÃO não pode esperar. FEMINISMO É PRAXIS. Cansei de brincar de permormatismo butleriano, cross dresser, filmar porno com minhas amiguinhas lésbicas bdsmers e achar que isso é o suficientemente pra revolucionar. Subversão por subversão, preserva-se o substrato material que a permite. Por uma CIÊNCIA DA REVOLUÇÃO! GÊNERO É UM CONCEITO REACIONÁRIO! O que existe é o PATRIARCADO. Não permitiremos a invisibilização de nossas vidas novamente! Muito menos dentro do movimento. Nossa opressão tem nome. Nossa opressão existe. Nossa opressão é concreta! Eu não sou uma miragem!
....

O Imperialismo, Racismo, Capitalismo são sintomas da
supremacia masculina - do sexismo
(Robin Morgan)