segunda-feira, julho 21, 2008

Celibato Apaixonado por Sally Cline e A Nova Mulher e a Moral Sexual de Alexandra Kollontai - Trechos

"Muitas de nós perdemos largas porções de nosas vidas ligadas a alguém, acreditando em outros para nossa validação, nosso valor próprio, nossa estabilidade emocional. Que um alguém, aqueles significantes outros, são muitas vezes parceiros sexuais. É difícil pra mulheres jogarem fora a noção de que nós somos completadas por estarmos atachadas a outro ser humano. . . Para muitas mulheres que escolhem celibato, é em um senso crítico sobre estar só. Sobre estar apta a fazer decisões para uma mesma sem referenciar a alguém mais; para viajar luzes sem ônus sexuais; aprender auto suficiencia e factua o que pode muitas vezes parecer assustador solidão por acreditar em si mesma para achar o caminho que se precisa."

"Celibato Passional é uma forma de sexualidade feminina. É a escolha de estar sem um parceiro sexual por razões positivas de caráter pessoal, politico, ou de crescimento espiritual, liberdade e independência. Celibato Passional é uma singularidade que permite mulheres a definir a elas mesmas autonomamente, enquanto que continuando a reter uma rede de conexões, particularmente em termos de outra pessoa e seus ou suas necessidades. É uma forma de prática sexual sem as lutas de poder de um relacionamento sexualmente ativo, que não é nem mantido por nem suporta o mito genital."

"Nós parecemos viver em uma sociedade sexual, mas não genuinamente sexual, porque uma verdadeira sociedade sexual oferecendo escolhas livres tanto para homens quanto para mulheres seria injuriante para a elite em poder. O que a gente vive é em uma sociedade genital-fixada que comunica mensagens para mulheres que muda de acordo com seu tempo para servir à ordem social. Essas são o que chamo 'mensagens genitais' . Homens prescrevem o que é feminino, o que é sexy, os ditames para o comportamento sexual de mulheres. Em diferentes momentos mulheres são ditas para serem mães quentes, chicas liberadas, ou putas frígidas. Em nenhum momento pode uma mulher livremente escolher estar em regime celibatário como uma forma de comportamento sexual, porque em momento algum pôde uma mulher livremente estar permitida a escolher seu próprio modo de atividade sexual. Homens sempre sublinharam o que era apropriado, decidiram o que era desejável."

"Através do celibato uma mulher aprende a controlar sua própria vida, a tomar riscos, a crescer, fazer decisões, a viver por sua própria conta, a valorizar outras mulheres, a ver homens como possíveis amigos e potenciais iguais e não apenas como meramente amantes ou inimigos."

"No fim do período vitoriano quase uma entre três mulheres adultas eram solteiras e uma em cada quatro eram não desejosas de se casar."

traduzido de:
http://www.pinn.net/~sunshine/book-sum/celibacy.html



"É preciso que se abram para a mulher as múltiplas portas da vida. É preciso endurecer seu coração e foijar sua vontade. Já é hora de ensinar à mulher a não considerar o amor como a única base de sua vida e sim como uma etapa, como um meio de revelar seu verdadeiro eu. É necessário que a mulher aprenda a sair dos conflitos do amor, não com as asas quebradas e sim como saem os homens, com a alma fortalecida. É necessário que a mulher aceite o lema de Goethe: “Saber desprezar o passado no momento em que se quer e receber a vida como se acabasse de nascer”. Afortunadamente, já se distinguem os novos tipos femininos, as mulheres celibatárias para as quais os tesouros que a vida pode oferecer não se limitam ao amor". (Alexandra Kollontai, A Nova Mulher e a Moral Sexual)



...para terminar, a nossa sempre queridíssima Andrea Dworkin:

"Um amor romântico, tanto na pornografia quanto na vida real, é a mítica celebração da negação feminina. Para uma mulher, o amor é definido como sua boa vontade para se submeter a sua própria aniquilação. A prova de amor é que ela está disposta a ser destruída por aquele que ela ama, pelo seu bem. Para as mulheres, o amor é sempre auto-sacrifício, sacrifício de sua identidade, desejo e integridade de seu corpo; para que satisfaça e se redima diante da masculinidade de seu amado".